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DIÁLOGO SOBRE A TRISTEZA


Longe de ventos cortantes, de raios tempestuosos, da terra cinza, do silêncio acalentador, do isolamento que necessito, nutro e aprecio, é a tristeza que sinto quando permito que ela não escape.
Tristeza profunda, repentina e explicada como um tornado que nada leva, nada levanta, nada tira do lugar. Não há som, mas ecoa. Não há ferida e nem dor, mas desenha todo o corpo com cicatrizes espessas. Não há fratura, mas engessa. Tristeza que não causa pesadelo, mas faz despertar com a boca seca. 
Na involuntária paz da distância, é precisa e constante, numa guerra entre a ânsia com a expectativa. Na consciência da minha total e absoluta, por si, incompetência de transformar o indizível no que é possível, tristeza é uma lenda, sonorizada por jazz, tecida em kilim, exposta em galeria, elevada à arte. 
É na alegria de ser capaz de não exigir o que quero, o que desejo e o que me faz falta, que ela chega, resoluta e definitiva. Com a densidade da floresta povoada de árvores …

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